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Mulheres Selvagens


Nasceu a Lana !!

 Nasceu a Lana!!!

Minha primeira filha, linda, fofa...um nenê amado e desejado.

Uma menina doce e tranquila.

Viva a Laninha!!!!

 

 



Escrito por Kaka às 19h02
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Escrito por Kaka às 14h39
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Escrito por Kaka às 22h11
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   Ele ficou lá, imaginando-a caminhar pelas ruas, seus reflexos nas vitrines...ela tão bela, quase que flutuando entre as pessoas, os carros, os cheiros da cidade, as casas.

   Com seu vestido amarelo ou talvez tenha mudado para um preto ou verde. Sim, ele a vê com um vestido preto, cabelos soltos, ela, ele pressente que  algo está acontecendo...seus passos são lentos, ela olha tudo, ela olha nos olhos fundos...como que procurando. É isso, ela está procurando..mas, o que será?

   Por ela passam muitas pessoas, algumas a vêem, outras não. Ela vê a todas, sente cada um, seus sonhos, seus medos, desejos secretos, escondidos deles próprios...sob seu olhar se revelam e todos sabem.

   Por que ela voltou agora? Para eles já tava perdida, já tinha deixado de ser quem era. Eles esqueceriam? Ou nunca a viram realmente? Porque?



Escrito por Kaka às 16h58
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Escrito por Kaka às 16h43
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Escrito por Kaka às 09h55
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   Hoje ela não veio

   O rio corre sozinho, rápido. Ele esperou o dia todo, mas ela não veio.

   Ele corre mais rápido ainda, sente sua falta, falta da sua presença, do seu vestido amarelo, das suas mãos

   que o tocam tão mansamente...

   Ela as lava, se lava, ela lava o rio nas suas mãos...seu passado, seu futuro, o tempo todo

   um só, só ela...

   Aquele olhar, a profundidade do seu sentimento, a sua aceitação dele, ele gosta, ele está em casa com ela...

   Vem o sol, vem a lua, as estrelas, mas se ela não vem, ele chora...ele sabe porque ela não veio.

   Ela foi para a cidade, fazer compras, encontrar pessoas, talvez ela encontre o amor de novo....

   Ela foi viver!



Escrito por Kaka às 09h50
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   O tesouro lembra um tambor que bate

   Que bate agora no ritmo da terra

   Como um grande coração

   Ela quer compartilhar o tambor, aquela canção

   Tudo que viu, ela lembra de tudo

   Sempre, pra sempre

   Agora ela tem o tambor, o rio, o tapete azul, a canção...

   Seus olhos fundos...ternos e tristes

   Ela viu fundo, agora ela voltou

   Como uma estação que começou, um trem que chegou, como um pássaro que procura seu lugar.

   Ela quer um lugar quente, ela quer o seu lugar aqui.

 



Escrito por Kaka às 09h44
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Escrito por Kaka às 22h58
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   Ela voltou de uma longa viagem...não sabia se ia voltar. Às vezes, queria ficar no rio, noutras não  conseguia subir. Mas ela respirava, lá embaixo ela respirava.

   Ela voltou e a paisagem mudou...ela mudou junto com a paisagem. E agora ? Como  pertencer a essa nova paisagem?

   Ela olha, olha tudo. Não quer mais perder nada. Ela perdeu tudo.

   Mas ela trouxe o tesouro. Ela ganhou também.

   Agora tem um frescor, o rio deixou na sua pele esse frescor. Agora ela tem pele de novo.

   Já pode contatar, tocar, ser tocada. Antes era só o ferimento. Doia, sangrava. O rio diluía, mas ela nem via.



Escrito por Kaka às 10h35
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Escrito por Kaka às 20h37
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   No caminho ela percebe o quanto se afastou...mas ficou por perto, como que esperando.

   O que ela esperava? ela volta de tão longe e tão perto. Ela volta suavemente. Doce, elça é tão doce.Ela sabe, sente essa doçura.Reconhece o caminho. Ela olha, olha tudo. Quem é ela agora? Já faz tanto tempo...

   Será que eles lembram dela? Quando mergulhou no tapete azul, encontrou o rio, no rio ,ela viu seus olhos, quase como um reencontro, um resgate, ela se viu.

   Ela vem e traz junto de si algo valioso. Por isso... caminha lentamente. Por isso, ela tem medo.

   O que ela carrega, o que é precioso

   É tão dela. Ela sabe, ela cuida. mas ela quer mostrar.

   Eu sei, eu vejo, eu cuido dela.

   Eu sei, eu vejo, eu cuido dela.



Escrito por Kaka às 20h35
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Escrito por Kaka às 09h27
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       Ela sentou na grama, num tapete azul

       Azul como o céu

       Ela lembra...lembra de tudo

       Do amor que passou

       Lembra sim do que sentiu

       O vento sopra nos seus ouvidos uma nova canção

       Que vem de longe, e chega como um vento , lentamente

       A canção toca seus cabelos

       Eles voam...de olhos fechados

       Ela espera, respira profundamente

       Ela sente... ela sempre sente

       Agora um pássaro canta a música que veio com o vento

       Ele inventa, ele sabe

       No silêncio, ela levanta e vai

       Não sabe onde vai....mas caminha sentindo o chão,

       o amparo, ela é o seu amparo....ela caminha só,

       deixa o tapete azul, um mundo no tapete,

       um rio fundo, de onde ela veio, ela veio só

       Mas agora caminha

       Quer encontrar os outros, os semelhantes

       Os que sentem como ela, os que amam...

       Ela vai, vejo ela indo....



Escrito por Kaka às 09h20
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   Ela fecha os olhos, e escuta seu movimento, agora ela chora...Não se sabe quem chora...ou ela ou o rio. Juntos eles vão correndo sonhos, lembranças, imagens...o tempo. Agora ela entra no rio...já não está só. Molha seu coração, suas mãos, seus olhos agora abertos, sua boca, ela...sente a delicadeza do rio com ela, a suavidade, o embalo, vivos, juntos eles são um, eles são tudo.

   Ela vê, agora ela sorri. Seus olhos, da cor do rio, dentro dos olhos o rio, dentro do rio, ela...ela gosta dele, o rio.



Escrito por Kaka às 18h06
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